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Cotidiano



 Bom Conselho - Chico Buarque 
  Ouça um bom conselho que eu te dou de graça
  Inútil dormir que a dor não passa
  Espere sentado ou você se cansa
  Está provado, quem espera nunca alcança
  Venha, meu amigo, deixe esse regaço
  Brinque com meu fogo, venha se queimar
  Faça como eu digo, faça como eu faço
  Aja duas vezes antes de pensar
  Corro atrás do tempo, vim de não sei onde
  Devagar é que não se vai longe
  Eu semeio o vento na minha cidade
  Vou pra rua e bebo a tempestade
  Vou pra rua e bebo a tempestade
  Vou pra rua e bebo a tempestade

Começo a sentir, às vezes, que o tempo é muito pouco. Não no sentido do dia, o que também acontece de vez em quando, como em epocas de prova na faculdade. Mas no sentido de que ele passa muito rápido. Porque já estamos na metade do ano. E parece que o começinho dele foi ontem. Ao mesmo tempo, tambem vejo que as coisas estão muito diferentes do que elas eram: quando foi que mudaram?Por que demorarm a mudar? Por que mudaram também tão rapido que quase não consegui acompanhar?Tirando alghumas pequenas coisas, estou achando que o momento presente é o melhor que tenho. Infinitamente melhor que o passado. Melhor que o futuro também, porque pelo menos sabemos o que ele é. Mas o que eu dizia é: o tempo urge!Não dá mais tempo de se preocupar com coisas pequenas, muito menos com coisas que já foram. Por algum motivo, hoje esta sendo um dia especialmente bom. Não por nada especial, mas...é um sentimento de alegria, de coisas boas, de estar incrivelmente bem resolvida. Não, nada está como eu queria, muito pelo contrário. Mas eu escolhi não me preocupar com o que poderia mudar. E gostar das coisas que são melhores, como elas são.

Ah,mas hoje foi um dia bom mesmo:acordei tarde, escutei o chico buarque e a rosa estevez, dirigi na marginal pela primeira vez e voltei, sem bater o carro(hahaha),fiz um strike,dei muitas risadas,e ainda ganhei um super copo!!!sem contar que eu tomei um milk-shake(se vcs comessem 700 cals por dia, entenderiam a felicidade!haha)!!!

E segunda-feira começam as aulas. Pra dizer bem a verdade, adorei isso!Porque eu estou morrendo, mas morrendo meeeesmo de saudades dessas pessoinhas lindinhas que andam por aqueles claustrofobicos corredores!Sem falar que eu nem falei com as minhas vaquinhas durante as férias. Só por e-mail, mas não tem graça!Aliás, eu sei que elas insistem em NÃO LER meu blog, mas vou deixar dois recadinhos para elas:VIVS, PARABENS, MTO,MTO!!!!!Não consegui te ligar ontem, mas Te Amo demais, e pensei em você sim!!!!!!E Má, cfiquei sabendo que vc está doentinha...espero que melhore tipo já!E segunda quero ver todo mundo!Pena que tem que acordar cedo né...bom,tudo bem, eu fico sem dormir.

Então,por causa disso tudo, eu pensei em uma pérola que e praticamente o óbvio ululante da obviedade (e do lugar comum): a melhor coisa desse mundo são nossos amigos!Quer dizer, eu ja sabia disso, mas tem vezes que fica especialmente claro. Um amigo vale muito mais do que qualquer coisa. É mais verdadeiro ser amigo do que ser QUALQUER outra coisa.

Ah,encontrei outro motivo para ficar feliz:amanhã vou dormir na casa do daddy, vou lá à tarde ver meu pequenininho mais lindo desse universo, que para quem não sabe é meu irmãozinho mais novo, que eu fico tempos e tempos sem ver!Estou com uma Saudade maior que eu dessa criança!

E sabado eu vou ver a Ópera do Malandro...como posso não estar feliz???!!!

(P.S.:Meus  orixas que me ajudem, como eu to escrevendo mal!Ainda bem que as aulas estão voltando. Se bem que...bom,deixa pra lá...)



Escrito por mim mesma às 02:52:41 AM
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Descobri(no supermercado, estranhamente) que ontem era Dia das Avós. Engraçado, eu nem sabia que esxistia. Mas acho que é mais do que justo ter um dia para homenagear essas figuras lindas que são as avós. Mães ao quadrado. Infelizmente, as minhas não estão mais aqui, e por isso me deu vontade de falar um pouquinho sobre elas. As duas foram pessoas importantissimas na minha vida, e acho que continuam sendo mesmo agora.

Minha avó paterna era espanhola, veio para o Brasil com uns vinte anos de idade. A vo Assunción era pequena e bem magrinha, e me lembro bem que não parava de falar. Falava, falava, contava historias mil. E falava com todo mundo, porque meu avô era, pelo contrario, muito quieto e não gostava de conversar. Mas o melhor era que falava numa lingua que quase ninguém entendia, uma mistura qualquer de espanhol e português, com um sotaque fortíssimo, o que a obrigava a me contar a mesma coisa repetidamente, até eu conseguir entender. Minha vó me acolheu como mãe quando meus pais se divorciaram. Me deixava dormir na casa dela todo fim de semana, para que eu não tivesse que dormir com a nova mulher do mau pai. Me colocava para dormir na cama dela ao seu lao, e conversava comigo ate que eu pegasse no sono. Se à noite eu não conseguia dormir, ela me ouvia chorando baixinho, acordava, me levava na cozinha, fazia cha e me contava de quando meu pai e minha tia eram crianças. Mas a minha historia preferida era a de como ela chegou no Brasil, de como conheceu vovô. Essa eu sei em detalhes até hoje. Vo Assunción não teve tempo de ver a neta que tanto esperou, filha da minha tia. Deixou roupas tricotadas para ela antes de morrer, porque achava que não a conheceria. E não conheceu tambem meu pequeno, que ela amaria tanto, tanto, e que teria tambem tanto pra falar pra ela, que gostava de conversar. E eles não conheceram ela, só de foto. Uma pena. Vou ter muitas histórias da vó para contar para esses dois que eu sei que, mesmo sem saber, sentem falta dela.

Já a mãe de minha mãe era completamente diferente. Era brava. Tinha sangue espanhol, tambem, mas lá do sul. Chamava Dolores, mas eu demorei a saber disso, porque pra mim, sempre foi Vó Lita. Ela me criou. Morou no meu prédio antes de meus pais se mudarem, e cuidava de mim. Era ela que me fazia almoço, que me trocava, me penteava e me colocava chorando na perua. Era ela que fazia lanchinho quando eu chegava da escola na casa dela e assistia Supermarket comigo. Era na casa dela que eu encontrava meus primos e ficava o fim de semana inteiro, bagunçando a casa e levando bronca. A vó Lita chamava meu primo e meu irmão de Lauro, eu de Karin-Laura e minha prima de Laura-Karin. Fazia almoço de domingo para todo mundo, com a comida que cada um gostava. Morreu num domingo, servindo o almoço. Mas moreu feliz. Morreu de amor. Morreu de saudade.

E eu vejo em mim um pouquinho delas. Os traços da vó Lita, que passaram para minha mãe e depois para mim. A braveza dela, também. Minha mãe diz que reajo da mesma forma quando recebo más notícias. Da vó Assunción sei que tenho a tagarelice, a vontade de contar as coisas, de ter alguém para me ouvir. E, principalmente, tenho em mim o amor que elas me tinham.

(Ah,mas eu sou uma garota de sorte:nasci com tres avós, portanto, ainda tenho uma, pra ver todos os domingos, pra comer torat de limão, pra assistir o Clodovil:minha tia Kite, que é minha tia-avó,mas não podia ser mais vó de todos nos nem que tentasse!!!)



Escrito por mim mesma às 11:35:17 PM
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Muito tempo sem escrever. Muito tempo pensando. Sobre muitas coisas que não têm importância. E deixando de pensar também, o que, pra falar bem a verdade, é ótimo. Mas enfim, eu ando total sem inspiração. Férias incrivelmente improdutivas, pra não falar em chatas e tediosas. E cabeça improdutiva tambem, o que é pior ainda. Não li nada do que eu queria, não fui ao teatro(mas vou essa semana,ainda bem!!!),não assisti filmes lindos e significativos. Não vi meus amigos tanto quanto deveria. Não bebi quanto queria. Não encontrei estágio nenhum, pra variar. Aliás, isso é uma das coisas que mais andam me preocupando. Demais. Entre outras.

Engraçado como a gente arruma preocupação. Por exempolo, o problema que eu achei que ia ser super problemático acabou que não foi nada nada disso. Ele super simplesmente se resolveu sozinho e desapareceu! Em compensação, todas aquelas coisinhas com as quais eu achava que não tinha muito que me preocupar, simplesmente porque têm que dar certo(afinal, sempre foi assim,oras), podem potencialmente virar um problemão, se é que já não são. As coisas quando têm que ser, são. De uma forma ou de outra. Elas se resolvem por si próprias, não precisam de nenhum esforço. Mas aí periga fazer o que eu fiz, e confiar demais na sorte. E aí, como distinguir o que levar a serio?!Eu tenho um serio problema com isso. Faço drama com o que não precisa, e deixo pra lá o que é importante. Pois é, bem que a Tu diz que eu sou dramática. Alem do que,não sou nadinha prática. Vai ver que foi assim que eu fiz essa bagunça. Ah, e pior: sou péssima em arrumação.

Alguém entendeu alguma coisa?Nem eu...



Escrito por mim mesma às 07:01:16 PM
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